Erros em notas fiscais aparecem mais do que deveriam, e quase sempre no pior momento: no fechamento fiscal, na geração do SPED ou quando o cliente liga com um problema que já virou multa. Um campo preenchido errado na NF-e basta para comprometer a escrituração, distorcer a apuração de impostos e criar inconsistências que o Fisco vai encontrar antes de você.
Neste artigo, você vai conhecer os erros mais recorrentes que aparecem na rotina do departamento fiscal, entender por que cada um acontece e o que fazer para corrigir antes que vire problema.
Você vai ler:
- O que acontece quando uma nota fiscal tem erro?
- Quais são os principais erros em notas fiscais?
- Como identificar erros em notas fiscais antes que virem problema?
- Como o Sistema Makro ajuda o contador a organizar e controlar as notas fiscais?
- Experimente o Sistema Makro gratuitamente e transforme sua rotina fiscal
- Perguntas Frequentes
O que acontece quando uma nota fiscal tem erro?
Uma nota fiscal com erro não fica parada esperando alguém perceber. Ela entra na escrituração, contamina o SPED Fiscal, distorce a apuração de ICMS, PIS, COFINS e ISS, e aparece como divergência no cruzamento eletrônico que a Receita Federal e as Secretarias Estaduais fazem automaticamente entre as NF-es emitidas e recebidas.
Esse cruzamento é automático e não perdoa. Cada nota autorizada gera um registro vinculado ao CNPJ do emitente e do destinatário. Qualquer inconsistência entre o que foi declarado e o que consta no XML vira um ponto de atenção para o Fisco, e pontos de atenção viram autuações.
Na prática, o contador que não tem controle sobre as notas dos seus clientes descobre o erro no pior momento: quando está gerando o SPED, fechando o período ou respondendo a uma intimação. Quem organiza as notas antes de escriturar sai na frente, resolve no processo e não precisa correr atrás do prejuízo depois.

Quais são os principais erros em notas fiscais?
Abaixo estão os erros que mais aparecem na rotina fiscal, organizados por frequência e impacto real na escrituração.
CFOP incorreto
O CFOP define a natureza da operação: venda, devolução, remessa, transferência. Usar um código de saída em uma operação de entrada, por exemplo, compromete o SPED Fiscal inteiro e distorce a apuração de ICMS. Acontece com frequência em lançamentos manuais ou quando o parâmetro de importação do XML não foi revisado. No sistema contábil da Makro, você tem a Tabela CFOP com todos os códigos. Assim, fica fácil conferir e evitar erros na hora de preencher o código.
CNPJ ou CPF do destinatário com erro
O CNPJ do destinatário fica no corpo do XML, não na chave de acesso. Um erro aqui impede a manifestação do destinatário, cria divergência no cruzamento fiscal e pode gerar rejeição no SPED. A causa mais comum é cadastro desatualizado ou digitação manual sem conferência.
NCM desatualizado ou incorreto
O NCM determina a tributação do produto, inclusive alíquota de IPI e base de ICMS. A tabela é atualizada periodicamente pela Receita Federal, e usar um código genérico ou desatualizado gera inconsistências diretas no SPED Fiscal. Consulte sempre a Tabela NCM vigente disponível no portal da Receita Federal.
CST ou CSOSN errado
O CST (ou CSOSN no Simples Nacional) define como o produto é tributado pelo ICMS. Um código errado mascara a situação tributária real da operação e cria divergência no cruzamento do SPED com a GIA, DAPI ou DeSTDA. Confusão entre regimes tributários é a causa mais frequente.
Base de cálculo de ICMS incorreta
A base de cálculo do ICMS precisa incluir, quando aplicável, frete, seguro e outras despesas acessórias, conforme o art. 13 da Lei Complementar 87/96. Desconsiderar esses componentes gera subapuração ou superação do imposto, com reflexo direto no SPED Fiscal.
Nota cancelada fora do prazo legal
O prazo para cancelamento de uma NF-e junto à SEFAZ é de 24 horas após a autorização, conforme o Manual de Orientação do Contribuinte (MOC NF-e). Depois disso, a nota continua ativa no Fisco mesmo sem movimento real, gerando divergência na apuração e no SPED. Nenhum ajuste interno no sistema substitui o cancelamento oficial.
Nota importada com situação incorreta no sistema
Notas canceladas importadas sem o XML do evento de cancelamento entram no sistema como válidas. Para corrigir a situação, é preciso importar dois arquivos separados: o XML da nota original autorizada e o XML do evento de cancelamento com o protocolo da SEFAZ. Sem os dois, a nota cancelada fica computada com valores ativos na escrituração.
Código de tributação municipal errado na NFS-e
Para prestadores de serviço, o código de tributação municipal define a alíquota do ISS conforme a lista da Lei Complementar 116/2003. Um código mal mapeado no cadastro do cliente gera ISS incorreto, DMS divergente e risco de autuação municipal.
Nota duplicada na escrituração
Quando o contador recebe notas por e-mail e também captura via sistema, a mesma nota pode entrar duas vezes na escrituração. O resultado é receita ou custo inflado incorretamente, duplicidade no SPED e retrabalho no fechamento fiscal. Conferir a situação de cada nota antes de escriturar é o controle mais simples para evitar isso.
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Como identificar erros em notas fiscais antes que virem problema?
A resposta curta é: processo. Boa vontade não pega CFOP errado, não detecta nota duplicada e não avisa quando uma nota cancelada entrou sem o XML do evento. O que pega é rotina de conferência.
Antes de escriturar qualquer nota, vale validar o XML diretamente, conferindo CFOP, CST, NCM e CNPJ do destinatário. Esses quatro campos concentram a maior parte dos erros que aparecem no SPED depois. Também é essencial checar a situação de cada nota no sistema: pendente, importada, cancelada ou baixada. Uma nota com status errado é uma nota que vai entrar na escrituração de forma incorreta.
Outro ponto que pouca gente sistematiza é o cruzamento entre as notas de entrada recebidas e o que o fornecedor realmente emitiu. Divergência nesse cruzamento costuma revelar tanto nota duplicada quanto nota que nunca deveria ter entrado.
Por fim, os parâmetros de tributação configurados no sistema merecem revisão periódica, especialmente depois de mudanças de regime tributário ou atualização de tabelas como a NCM. Um parâmetro errado replica o mesmo erro em todas as notas importadas até alguém perceber.

Como o Sistema Makro ajuda o contador a organizar e controlar as notas fiscais?
O Sistema Makro não emite notas fiscais, mas é onde o contador organiza tudo que vem delas. A captura acontece pelo Makro DFe, que busca NF-e, NFS-e, CT-e e MDF-e diretamente da SEFAZ de forma automática, sem precisar baixar XML manualmente e sem depender do cliente enviar nada.
Depois da captura, cada nota fica classificada por situação: baixada, pendente, importada ou cancelada. Essa organização é o que permite identificar inconsistências antes de escriturar, não depois. Uma nota cancelada sem o XML do evento de cancelamento aparece com situação incorreta, e o sistema orienta o fluxo correto de importação dos dois arquivos necessários.
A escrituração parte das notas já organizadas, o que reduz o lançamento manual e os erros que vêm com ele. Os parâmetros de tributação, como CFOP, CST, NCM e condição de pagamento, ficam configurados dentro da plataforma e podem ser revisados sempre que houver mudança de regime ou atualização de tabela.
No fim, controle sobre as notas fiscais é o que garante uma escrituração limpa. E escrituração limpa é o que separa um SPED sem ressalvas de um SPED problemático.
Experimente o Sistema Makro gratuitamente e transforme sua rotina fiscal
O contador que trabalha sem organização das notas fiscais não está apenas sujeito a erros: está sempre um passo atrás, apagando incêndio no fechamento e explicando problema para cliente. Isso tem solução, e ela começa na forma como o escritório organiza os documentos fiscais no dia a dia.
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Perguntas Frequentes
Os erros mais frequentes são CFOP incorreto, NCM desatualizado, CST ou CSOSN errado, CNPJ do destinatário com erro, base de cálculo de ICMS incorreta e nota duplicada na escrituração. Todos afetam diretamente a apuração de impostos e o SPED.
A nota entra na escrituração com as informações incorretas, distorce a apuração de ICMS, PIS, COFINS ou ISS e gera inconsistência no cruzamento eletrônico da Receita Federal e das Secretarias Estaduais. O resultado pode ser autuação e multa.
O prazo é de até 24 horas após a autorização pela SEFAZ, conforme o Manual de Orientação do Contribuinte (MOC NF-e, versão 7.0). Depois disso, o cancelamento oficial não é mais possível.
Depende do tipo de erro. Dentro do prazo, cancela e reemite. Fora do prazo, a Carta de Correção Eletrônica (CC-e) cobre erros que não alterem valor ou natureza da operação. Para correção de valores, o caminho é nota complementar ou nota de devolução.
Gi, Gestora Inteligente