O treinamento do setor fiscal é o primeiro passo para quem começa a usar o sistema contábil da Makro, e fazê-lo na ordem certa evita retrabalho, erros de configuração e dores de cabeça lá na frente. Por isso, a Makro, junto ao nosso time de especialistas, preparou um passo a passo completo para te ajudar a dar os primeiros passos.
Neste guia, você vai acompanhar cada etapa do processo: do cadastro da empresa até a geração das declarações fiscais, com os caminhos exatos dentro do sistema.
Você vai ler:
- O que é o Setor Fiscal e por que o treinamento correto faz a diferença?
- Cadastro da Empresa: o ponto de partida do setor fiscal
- Tributação Federal, Estadual e Municipal: como preencher corretamente?
- Importação de Notas Fiscais: modelos e caminhos no sistema
- Conferência dos Documentos Importados: como verificar entradas, saídas e serviços
- Parâmetros Globais: configurações essenciais para o funcionamento fiscal
- Encerramento Fiscal e Apuração de Impostos: Simples Nacional, ICMS, PIS/COFINS e mais
- Geração das Declarações Fiscais: Sintegra, SPED Fiscal e SPED Contribuições
- Comece o treinamento do setor fiscal com o pé direito no sistema contábil da Makro
- Perguntas Frequentes
O que é o Setor Fiscal e por que o treinamento correto faz a diferença?
O setor fiscal concentra todas as obrigações tributárias de uma empresa: registro de notas fiscais, apuração de impostos e entrega de declarações acessórias como SPED Fiscal e SPED Contribuições. Um erro no começo como um cadastro incorreto, tributações incompletas ou parâmetros mal configurados, pode comprometer toda a cadeia fiscal, da importação das NF-e até o encerramento do período.
No sistema contábil da Makro, esse processo não precisa ser encarado sozinho. Cada etapa conta com mentores especializados do setor fiscal, prontos para orientar o contador durante toda a jornada de capacitação.
Cadastro da Empresa: o ponto de partida do setor fiscal
O primeiro passo no treinamento do setor fiscal é acessar o App Makro, e fazer caminho do menu lateral em Preparar > Cadastros > Empresas. Antes de qualquer importação ou apuração, três campos precisam estar corretos — e são justamente eles que mais geram problema quando preenchidos com pressa.
O primeiro é o celular/WhatsApp, acessado em Aba Dados > Contatos. O número deve estar completo, sem o código de país “55” solto no campo, esse detalhe simples causa falhas de comunicação no sistema.
O segundo é o Código Federal, localizado na Aba Pessoais. Ele deve ser preenchido conforme o município da empresa, já que a configuração incorreta impacta diretamente a tributação municipal.
O terceiro, e mais crítico, é a data de início do Departamento Fiscal, em Aba Datas > Outras. Esse campo define a partir de quando o sistema passa a esperar a importação de NF-e e o início da apuração dos impostos. Se a data informada for 01/01/2025, por exemplo, o sistema contábil Makrosystem já considera janeiro como o primeiro mês de operação fiscal. Preencher com uma data errada compromete toda a linha do tempo de escrituração.

Tributação Federal, Estadual e Municipal: como preencher corretamente?
Com o cadastro da empresa finalizado, o próximo passo é preencher as tributações, e aqui não existe opcional. O sistema exige que as quatro frentes estejam completas antes de qualquer movimentação fiscal. Cada uma tem seu caminho específico:
- Federal: Preparar > Tributação > Federal
- Estadual: Preparar > Tributação > Estadual
- Municipal: Preparar > Tributação > Municipal
- Pessoal: realizada pelo departamento pessoal, fora do fluxo fiscal
Esse último ponto merece atenção: a tributação pessoal não é responsabilidade do setor fiscal. Ela fica a cargo do departamento pessoal, mas precisa estar concluída para que o sistema funcione de forma integrada.
Sendo assim, pular ou deixar qualquer uma dessas etapas incompleta trava o processo na sequência, e o erro normalmente só aparece lá na apuração, quando o retrabalho é maior. Preencher tudo na ordem certa, desde o início, é o que garante uma base tributária sólida para as etapas seguintes.
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Importação de Notas Fiscais: modelos e caminhos no sistema
Com as tributações configuradas, é hora de importar os documentos fiscais. O Makrosystem organiza a importação por modelo de documento — e cada um tem seu caminho específico dentro do módulo Fiscal > Preparações.
- Modelos 55 e 65 – NF-e e NFC-e: o caminho é Fiscal > Preparações > NF-e e NFC-e. São os modelos mais comuns no dia a dia fiscal, usados para operações de venda de mercadorias e consumidor final.
- Modelo 59 – CFe SAT: acesso em Fiscal > Preparações > CFe SAT. Utilizado por estabelecimentos que emitem cupom fiscal via equipamento SAT, especialmente no varejo paulista.
- Modelos 57, 67 e 63 – Conhecimento de Transporte: caminho Fiscal > Preparações > Transportes. Abrange os documentos de frete e transporte de cargas, que precisam ser escriturados junto às entradas e saídas de mercadorias.
- Notas da Prefeitura – XML GINFES: acesso em Fiscal > Preparações > GINFES XML. Utilizado para importar notas fiscais de serviço emitidas por prefeituras que operam nesse padrão de comunicação.
Importar cada modelo pelo caminho correto evita inconsistências na escrituração e garante que a conferência da etapa seguinte reflita a realidade da operação.
Conferência dos Documentos Importados: como verificar entradas, saídas e serviços
No treinamento do setor fiscal para configurar tudo corretamente, vale lembrar que a importação de documentos é só metade do trabalho, conferir se entraram corretamente é o que garante a integridade da escrituração. O sistema contábil Makro organiza essa verificação em três frentes, acessadas em Fiscal > Movimentações.
Entradas
Fiscal > Movimentações > Entrada: o relatório indicado aqui é o Resumo por CFOP. Ele permite identificar rapidamente se as notas foram classificadas nas operações corretas e se há alguma inconsistência de entrada.
Saídas
Fiscal > Movimentações > Saída: dois relatórios são recomendados, a Falta de Documentos por Modelo, para identificar notas que deveriam ter entrado mas não foram importadas, e o Resumo do Registro de Saídas por CFOP, para validar a classificação das operações de saída.
Serviços
Fiscal > Movimentações > Serviços: os mesmos dois relatórios se aplicam: Falta de Documentos por Modelo e Resumo por Serviços. Esse segundo é especialmente útil para escritórios que atendem empresas prestadoras de serviço, onde a NFS-e representa parte significativa da movimentação fiscal.
Rodar esses relatórios antes de avançar para as próximas etapas evita que inconsistências cheguem até a apuração, momento em que corrigir é mais trabalhoso.

Parâmetros Globais: configurações essenciais para o funcionamento fiscal
Os parâmetros globais controlam o comportamento do sistema durante a importação e o processamento dos documentos fiscais. O acesso é em Preparar > Parâmetros > Parâmetros Globais, e o ícone de filtro no canto superior direito ajuda a navegar por departamento sem perder tempo.
Os parâmetros fiscais mais utilizados no processo de capacitação são:
- 281 e 282: Condição de pagamento na importação Definem como o sistema trata a condição de pagamento ao importar uma nota fiscal. Configurar errado aqui impacta diretamente o financeiro vinculado às entradas.
- 283 e 284: Importação do XML como conferido Determinam se o XML importado já entra no sistema com status de conferido ou se exige validação manual. A escolha depende do fluxo de trabalho do escritório — e tem impacto direto na etapa de conferência dos documentos.
- 42 e 390: Notas fiscais de serviço com produtos Tratam de situações onde uma nota de serviço também contém produtos, exigindo um tratamento fiscal específico. Sem essa configuração, o sistema pode classificar o documento de forma incorreta.
Sobretudo, revisar esses parâmetros antes de iniciar a operação real evita comportamentos inesperados do sistema, e retrabalho nas etapas de conferência e apuração.
Encerramento Fiscal e Apuração de Impostos: Simples Nacional, ICMS, PIS/COFINS e mais
Com os documentos importados e conferidos, o próximo passo é fechar o período e apurar os impostos. O encerramento é feito em Fiscal > Encerramento > Fechar o período, e só deve ser executado depois que todas as movimentações do mês estiverem revisadas. A apuração, por sua vez, varia conforme o regime tributário de cada empresa:
PGDAS SN – Simples Nacional
Fiscal > Apuração > PGDAS SN 2018: Utilizado pelas empresas optantes pelo Simples Nacional. O sistema consolida as receitas do período e calcula o DAS com base nos anexos correspondentes à atividade.
ICMS
Fiscal > Apuração > ICMS: Apura o imposto estadual sobre circulação de mercadorias, considerando entradas, saídas e eventuais créditos do período.
PIS e COFINS
Fiscal > Apuração > PIS e COFINS: Aplicável principalmente às empresas do Lucro Presumido e Lucro Real, com regimes cumulativo e não cumulativo, respectivamente.
IRPJ e CSLL
Fiscal > Apuração > IRPJ e CSLL: Apura o imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro, conforme o regime de tributação federal adotado pela empresa.
Vale lembrar que, cada apuração deve ser executada na sequência correta para que os valores reflitam fielmente a movimentação do período encerrado.

Geração das Declarações Fiscais: Sintegra, SPED Fiscal e SPED Contribuições
Encerrado o período e apurados os impostos, a última etapa é gerar as declarações obrigatórias. No App da Makro, todas são acessadas pelo caminho Fiscal > Encerramento, e devem ser geradas conforme a obrigatoriedade de cada empresa.
Sintegra
Fiscal > Encerramento > Gera Sintegra: Obrigação estadual ainda exigida em alguns estados para empresas que utilizam o sistema de escrituração convencional. Reúne informações sobre operações com mercadorias e serviços de comunicação e transporte.
SPED Fiscal – EFD Fiscal
Fiscal > Encerramento > Gera EFD Fiscal: Substitui os livros fiscais em papel e reúne a escrituração de ICMS e IPI. É uma das principais obrigações acessórias para empresas do Lucro Real, Lucro Presumido e, em alguns estados, do Simples Nacional.
SPED Contribuições – EFD Contribuições
Fiscal > Encerramento > Gera EFD Contribuições: Consolida as informações de PIS e COFINS para entrega à Receita Federal. Obrigatória para empresas sujeitas à apuração dessas contribuições nos regimes cumulativo e não cumulativo.
O cumprimento dos prazos dessas entregas é inegociável, atrasos geram multas automáticas e podem comprometer o relacionamento da empresa com o Fisco. Gerar as declarações diretamente pelo sistema garante que as informações estejam alinhadas com tudo que foi escriturado e apurado no período.
Comece o treinamento do setor fiscal com o pé direito no sistema contábil da Makro
Seguindo as sete etapas deste guia na ordem correta, do cadastro da empresa até a geração das declarações, o setor fiscal já começa estruturado, sem lacunas de configuração e sem surpresas na apuração.
Mas o sistema contábil Makro vai além do fiscal. Além de atualizações constantes e validações e ser 100% web, o sistema conta com a Gestora Inteligente, a GI, que automatiza rotinas, reduz o trabalho manual e integra os departamentos contábil, fiscal e pessoal em um único lugar. Menos retrabalho, mais controle. E para quem está dando os primeiros passos, a equipe de especialistas acompanha cada etapa, dos parâmetros iniciais até o fechamento do primeiro período.
Quer conhecer um sistema contábil completo antes de assinar? Conheça o Plano Gratuito da Makro e veja na prática como ele simplifica a rotina do seu escritório.

Perguntas Frequentes
É o processo de capacitação que orienta o contador a configurar e operar corretamente as rotinas fiscais de uma empresa no sistema, do cadastro inicial até a geração das declarações obrigatórias.
A sequência é: cadastro da empresa, preenchimento das tributações, importação das notas fiscais, conferência dos documentos, configuração dos parâmetros globais, encerramento fiscal, apuração dos impostos e geração das declarações.
O sistema passa a esperar importações e apurações a partir da data informada. Uma data incorreta compromete toda a linha do tempo de escrituração e pode gerar inconsistências na apuração dos impostos.
Federal, estadual, municipal e pessoal. As três primeiras são configuradas pelo setor fiscal; a tributação pessoal fica a cargo do departamento pessoal. Nenhuma pode ficar incompleta.
A importação é feita em Fiscal > Preparações, com caminhos específicos para cada modelo: NF-e e NFC-e (55/65), CFe SAT (59), Conhecimento de Transporte (57/67/63) e notas de prefeitura via GINFES XML.
