Como sabemos, contador, a aprovação da reforma tributária trouxe diversas mudanças para os negócios. Com a substituição de tributos tradicionais por um modelo unificado, as empresas precisarão reestruturar não apenas o cálculo dos impostos, mas também toda a parametrização fiscal e a formação de preços.
Para atravessar o período de transição da reforma tributária na indústria, é fundamental entender as mudanças e contar com ferramentas que auxiliem nesse processo. Por isso, ao longo deste artigo, vamos aprofundar os principais impactos e ferramentas para o setor industrial.
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O que muda com a reforma tributária na indústria?
A reforma tributária tem como finalidade reestruturar o sistema fiscal brasileiro, que, como sabemos, é um dos mais complexos. Dessa forma, o modelo pulverizado de impostos será substituído pelo Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Além de alterar o cálculo dos tributos, o IVA Dual também impacta o aproveitamento de créditos e a precificação dos produtos na indústria.
Unificação dos tributos (IVA Dual): cinco impostos tradicionais serão gradualmente extintos e substituídos por dois tributos principais e um imposto seletivo:
- Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS): tributo federal que substituirá PIS e Cofins.
- Imposto sobre Bens e Serviços (IBS): tributo estadual e municipal que substituirá ICMS e ISS.
- Imposto Seletivo (IS): incidirá sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
Além disso, a indústria passará a operar com a não cumulatividade plena. Isso significa que os impostos pagos nas aquisições de bens e serviços vinculados à atividade da empresa poderão gerar créditos para abater os tributos devidos.
A tributação também deixará de ocorrer predominantemente na origem e passará a seguir o princípio do destino. Em outras palavras, o imposto será devido no local onde o bem ou serviço for consumido. Já a aquisição de bens de capital e as vendas destinadas ao exterior terão tratamento voltado à desoneração tributária.

Quais são os principais impactos da reforma tributária na gestão industrial?
A reforma tributária na indústria impacta diretamente a gestão das empresas. Entre as principais mudanças está a substituição de tributos como PIS, Cofins e ICMS pela CBS e pelo IBS, além das alterações relacionadas ao IPI. Com isso, a composição dos custos também muda e exige uma revisão na formação de preço de venda.
Outro ponto importante é a cobrança do imposto no destino. Com essa mudança e a redução gradual dos incentivos estaduais relacionados ao ICMS, a localização das fábricas e dos fornecedores tende a perder parte do apelo fiscal que possui atualmente. Dessa forma, decisões de compra, produção e distribuição passam a considerar outros fatores, como custos logísticos, prazo de entrega e eficiência operacional.
O aproveitamento de créditos tributários também interfere na rotina da indústria. A empresa precisará acompanhar com atenção as compras de insumos, matérias-primas e serviços para entender quais operações geram créditos, além de como eles serão utilizados na apuração dos tributos.
A formação de preços é outro ponto que merece atenção. Com novas alíquotas e regras de tributação, será necessário revisar margens, custos e preços de venda para evitar impactos na rentabilidade. Um cálculo incorreto pode fazer com que a empresa absorva uma carga tributária maior ou repasse valores de forma inadequada ao cliente.
Além disso, a reforma exige mudanças na parametrização fiscal do sistema ERP industrial. Cadastros de produtos, regras tributárias, emissão de documentos fiscais e processos financeiros precisarão acompanhar o período de transição.

Como IBS e CBS afetam as operações industriais?
Como informado, o IBS e a CBS substituem tributos e contribuições do modelo atual. Na indústria, essa mudança interfere diretamente na rotina de compras, vendas e no aproveitamento de créditos ao longo da cadeia produtiva.
Nas compras, será necessário acompanhar com atenção os tributos aplicados sobre insumos, matérias-primas e serviços utilizados na operação. Esses valores poderão gerar créditos e influenciar a apuração dos impostos da empresa.
Nas vendas, a cobrança no destino também muda parte da dinâmica atual. O imposto passa a considerar o local onde o produto será consumido, o que exige atenção principalmente nas operações entre estados e municípios.
Além disso, a relação com fornecedores também ganha importância. Documentos fiscais emitidos de forma incorreta ou informações inconsistentes podem comprometer o aproveitamento dos créditos e gerar problemas na apuração.
Durante a transição, as indústrias ainda terão que lidar com regras do sistema atual e do novo modelo ao mesmo tempo. Isso exige controle sobre as operações e atenção aos documentos fiscais de entrada e saída.
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Qual é o papel de um sistema ERP na adaptação à reforma tributária?
Para lidar com as mudanças trazidas pela reforma tributária na indústria, é importante contar com um sistema que ajude a organizar as informações e os processos da empresa. Nesse cenário, soluções como o ERP da BLTEC Sistemas contribuem para o controle das operações e permitem acompanhar diferentes áreas do negócio em um único ambiente.
Na indústria, as informações de compras, estoque, produção, vendas e financeiro estão diretamente relacionadas. Com esses dados centralizados, a empresa consegue ter uma visão clara do negócio e identificar com facilidade os impactos das mudanças tributárias.
Esse controle se torna ainda importante durante o período de transição, já que a indústria precisará se adaptar às novas regras sem perder de vista os custos e os resultados da produção.
O ERP também ajuda os gestores a acessar as informações da empresa de forma organizada. Com dados atualizados, fica fácil entender o que mudou na rotina, e tomar decisões de acordo com a realidade do negócio.
A BLTEC Sistemas conta com soluções voltadas para a gestão industrial, integrando setores como produção, estoque, compras, vendas e financeiro. Com esses processos reunidos em um só sistema, a indústria tem controle para se adaptar às novas exigências.
Também é importante lembrar que o sistema contábil Makro está preparado para acompanhar as mudanças. A plataforma auxilia o contador no dia a dia, facilitando o acompanhamento das novas regras, dos cálculos e das obrigações.
Além disso, a Makro oferece lives com especialistas para explicar as mudanças e esclarecer dúvidas, além da comunidade Reforma Tributária que permitem ao contador estudar o tema com profundidade.
Perguntas frequentes
A transição começou em 2026 e seguirá de forma gradual até 2033. Nesse período, as indústrias precisarão adaptar processos fiscais e sistemas às regras do IBS e da CBS.
As novas regras de tributação e de aproveitamento de créditos podem alterar custos e margens. Por isso, a indústria precisará revisar a formação dos preços de venda.
O ERP precisa acompanhar as novas regras fiscais, incluindo cadastros, parametrizações e documentos fiscais com informações de IBS e CBS. Esses ajustes ajudam a manter os dados corretos durante a transição.

Gi, Gestora Inteligente