Um novo projeto aprovado no Senado Federal amplia os incentivos fiscais para o setor de reciclagem no Brasil. A medida traz impactos diretos para empresas que atuam com resíduos e economia circular, e ainda aguarda sanção presidencial para entrar em vigor.
Para contadores e escritórios contábeis que atendem esse segmento, o momento exige atenção: entender o escopo dos benefícios, identificar quais clientes se enquadram e preparar os processos para o aproveitamento correto dos créditos será essencial assim que a sanção for publicada.
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O que muda com os incentivos fiscais para reciclagem?
O projeto aprovado no Senado amplia o uso de incentivos fiscais para operações com materiais recicláveis. Na prática, as empresas passam a poder aproveitar créditos tributários na aquisição desses insumos e, ao mesmo tempo, contar com isenção na venda. Os créditos envolvem PIS e Cofins, o que aumenta o potencial de economia tributária nas operações e fortalece toda a cadeia produtiva da reciclagem.

Como os incentivos fiscais se relacionam com as decisões judiciais recentes?
Esse avanço legislativo tem um contexto importante. Recentemente, o Judiciário havia autorizado apenas o aproveitamento de créditos, mas retirado a isenção na venda dos materiais. Sendo assim, com o novo projeto, os incentivos fiscais voltam a abranger as duas pontas da operação, corrigindo uma distorção que impactava diretamente a viabilidade econômica do setor e devolvendo previsibilidade e segurança jurídica às empresas.
Quais impactos para empresas e mercado?
Os incentivos fiscais fortalecem não só as empresas de reciclagem, mas também as indústrias que utilizam resíduos como matéria-prima. Com menor carga tributária, há estímulo direto à redução de custos e ao aumento de competitividade. Além disso, a medida contribui para a economia circular e amplia oportunidades para cooperativas e profissionais que atuam na coleta de materiais.
Pontos de atenção sobre os incentivos fiscais para reciclagem
Por fim, apesar do avanço, os incentivos fiscais ainda dependem de sanção presidencial para entrarem em vigor. Por isso, acompanhar a regulamentação prática será fundamental para garantir o correto aproveitamento dos benefícios. Assim, as empresas devem avaliar suas operações desde já, identificar oportunidades e revisar o enquadramento no regime tributário é o caminho para transformar esses incentivos em ganho real de eficiência e competitividade.
Fonte: Portal Contábeis
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Perguntas Frequentes
São benefícios tributários aprovados pelo Senado Federal que permitem às empresas aproveitar créditos de PIS e Cofins na compra de materiais recicláveis e ter isenção desses tributos na venda desses mesmos materiais.
PIS e Cofins. Os créditos desses tributos podem ser aproveitados na aquisição de insumos recicláveis, e a venda desses materiais passa a contar com isenção.
Ainda não. O projeto foi aprovado pelo Senado, mas depende de sanção presidencial para entrar em vigor.
Empresas de reciclagem, indústrias que utilizam resíduos como matéria-prima, cooperativas e profissionais que atuam na coleta de materiais recicláveis.
