O Pix no e-commerce tem transformado o cenário dos pagamentos digitais no Brasil com uma adoção crescente desde seu lançamento pelo Banco Central em 2020. Segundo estudos de mercado e dados do próprio Banco Central, o crescimento do sistema nas compras online é contínuo, com avanço sobre os cartões e uso cada vez maior nas transações entre empresas e consumidores. Nesse cenário, as projeções indicam que o meio de pagamento pode chegar a responder por metade de todas as operações no e-commerce nos próximos anos.
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Pix no e-commerce avança sobre os cartões
O Pix no e-commerce tem ganhado terreno de forma consistente, e os números explicam o porquê. Afinal, o sistema opera 24 horas por dia, permitindo transferências e pagamentos em tempo real. Sendo assim, diferente de cartões e boletos, ele reduz custos e traz maior agilidade ao fluxo de caixa com características que explicam, em boa parte, sua popularização nas compras online.
A partir de 2023, o volume total de transações pelo Pix superou o combinado de operações com cartões de crédito e débito. No e-commerce, a participação já se aproxima à dos cartões de crédito, e a tendência é de avanço. A incorporação de novas funcionalidades, como os pagamentos recorrentes, que permitem autorizações automáticas, abre caminho para o Pix ganhar ainda mais espaço em serviços e cobranças periódicas, desde sua implementação.

Pix no e-commerce e as transações entre empresas e consumidores
Outro movimento que chama atenção no Pix no e-commerce é o crescimento das operações P2B, ou seja, de pessoa para empresa. Dados do Banco Central mostram que esse tipo de transação já representa a maior fatia do volume total do Pix, superando inclusive as transferências entre pessoas físicas.
Assim, isso reforça que o sistema deixou de ser apenas uma ferramenta de transferência entre pessoas e se consolidou como uma forma concreta de pagamento no varejo e na prestação de serviços. Os cartões de crédito seguem tendo papel relevante, principalmente em compras de maior valor e nas operações parceladas, mas o cenário já é de convivência entre os dois meios, com o Pix ocupando cada vez mais espaço nas transações do dia a dia, e pode chegar a representar cerca de 50% das transações online.
Impactos do Pix no e-commerce para a gestão contábil
O avanço do Pix no e-commerce exige adaptação nas rotinas de controle e escrituração dos profissionais de contabilidade. A liquidação imediata das transações altera a dinâmica do fluxo de caixa, diferente dos cartões, que operam com prazos de recebimento e intermediação financeira, o Pix disponibiliza os recursos quase na hora, o que exige ajustes nos controles internos e na conciliação bancária.
As transações aparecem diretamente nos extratos, o que facilita o rastreamento, mas aumenta a responsabilidade na verificação detalhada para evitar erros. O crescimento das operações P2B reforça ainda a necessidade de sistemas que permitam classificação adequada das receitas e alinhamento com obrigações fiscais e declarações acessórias.
Vale lembrar que o Pix não altera as obrigações tributárias, todas as vendas seguem precisando de documentação correta, com emissão de nota fiscal e registros contábeis em dia. Portanto, é fundamental que escritórios contábeis e departamentos financeiros acompanhem de perto esse cenário, a fim de orientar seus clientes quanto a custos. Assim como planejamento de capital de giro e estratégias de recebimento compatíveis com o perfil de cada negócio.
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Conclusão
O avanço do Pix no e-commerce não significa o fim dos cartões. Mas deixa claro que o mercado de pagamentos digitais está mudando, e em ritmo acelerado. Para contadores e gestores financeiros, acompanhar esse movimento deixou de ser opcional. Portanto, adequar processos, manter os controles em dia e orientar bem os clientes sobre as implicações fiscais e financeiras dessa transição é parte do trabalho que já chegou ao dia a dia dos escritórios.
Fonte: Portal Contábeis
Perguntas Frequentes
Sim. O Pix no e-commerce já é amplamente aceito. Assim, sua presença nas plataformas de venda online cresce a cada ano, com participação que se aproxima à dos cartões de crédito nas transações digitais.
Em compras à vista, o Pix já concorre diretamente com o cartão. No entanto, para compras parceladas e de valor mais alto, o cartão ainda leva vantagem, o cenário atual é de convivência entre os dois meios.
O recebimento é imediato, o que melhora o fluxo de caixa. Além disso, não há prazo de intermediação financeira como nos cartões, e os custos operacionais tendem a ser menores.
Não. O Pix é apenas um meio de pagamento, todas as obrigações tributárias seguem as mesmas. Cada venda precisa ser documentada com nota fiscal e registrada corretamente na contabilidade.
